sexta-feira, 12 de outubro de 2007

A vida digital

A facilidade que o mundo digital trouxe é fantástica, mas está aliada a aspectos negativos. @ Quem não se sente feliz por ter um canal de comunicação próprio em que pode expor seus pensamentos para todas as pessoas, sem censuras, como é o caso do blog;
@ quem não gosta de pesquisar com facilidade todos os assuntos pelo www;
@ quem não vibra de contentamento ao conversar, quase olho no olho, pela net com amigos e parentes que estão distantes;
@ Quem já não resolveu problemas de falta de tempo e espaço na agenda fazendo cursos virtuais da própria casa ou escritório pela grande rede;
Essas e muitas outras facilidades podem ser citadas.

Experiência virtual negativa

Mas eis que existe o lado negativo. Eu o conheci na pele. Imaginem vocês que me matriculei em uma disciplina on-line que a minha faculdade ofereceu neste semestre, até aí ótimo. A decepção veio quando recebi nota zero em um trabalho porque fui acusada de plágio, acontece que o texto que eu teria sido plagiado da net é meu mesmo, fala sobre o utilitarismo e foi postado neste blog no dia 29 de setembro. Ou seja, houve falta de atenção do professor, já que o blog está em meu próprio nome e, por outro lado, o aspecto virtual do curso não permite que as pessoas se conheçam e possam avaliar o caráter umas das outras.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Tráfico de pessoas

O comércio de pessoas gera lucro de 32 bilhões de dólares. A cada ano são traficadas 2,5 milhões de pessoas. A estimativa é da ONU. Outro problema gerado é a relação do tráfico com o vírus HIV, migração e exploração do trabalho. Um grupo de trabalho interministerial preparou um relatório com o Plano Nacional do Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, a ser apresentado em um encontro internacional, na Austrália, previsto para fevereiro de 2008.
Época acusa Ciro Gomes

A revista Época que circulou no domingo, 30, acusa o deputado federal Ciro Gomes, de interferir em uma operação do Banco do Nordeste em favor da empresa Frutan; assim, a dívida de R$ 65 milhões reduziu para R$ 6,6 milhões, foi praticamente a colocação de um a vírgula na cifra. A acusação baseia-se no fato de Ciro ser amigo do diretor administrativo do banco Victor Samuel Cavalcante da Ponte, que está sendo investigado por suspeita de fraude. A revista cita o seguinte trecho: “no mesmo período em que Ponte autorizou a redução da dívida da Frutan, Ciro mandou a empresários do Ceará uma carta com o seguinte conteúdo: 'Apresento-lhe meu amigo Victor Samuel, que lhe falará em meu nome, de Cid Gomes e de nosso partido político, o PSB, acerca de uma contribuição para a campanha que o partido desenvolverá nas eleições próximas, de outubro do corrente ano”.
Educação

A intenção do governo é que o Brasil tenha mais 10 universidades federais, 48 extensões universitárias e 214 escolas técnicas, até o fim de 2010. dados do IBGE mostram crescimento nos níveis de escolaridade no país, inclusive no ensino superior, de 13%.
Cadê o apoio?

Não é só das entidades esportivas que falta o apoio para a seleção feminina de futebol, como disse o presidente Lula esta semana. A mídia também não valoriza. Basta compararmos a divulgação feita para este esporte na modalidade masculina; é como se nem existissem campeonatos de futebol femininos.
O mandato é do partido ou do candidato?

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir amanhã se o mandato político pertence ao candidato ou ao partido. Os partidos DEM, PSDB e PPS pediram ao STF que os candidatos que trocaram de partido sem expulsos e a vaga seja ocupada pos suplentes eleitos pelo partido de origem. A soma da perda de parlamentares desses três partidos juntos totaliza 23. quem mais troca de partido são os deputados federais, foram 54 trocas de outubro passado pra cá.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Trocas de partido

Por que será que 10% dos deputados federais eleitos na última votação mudaram de partido? Gostaria de acreditar que ao fazerem tal mudança estavam pensado em como trabalhar melhor por seus eleitores, mas é difícil acreditar nisso.

sábado, 29 de setembro de 2007

O consumidor como emissor e produtor de sua programação midiática

O consumidor como emissor e produtor de sua programação midiática

O futuro da comunicação de massa é incerto. A rapidez das mudanças com o desenvolvimento de novas tecnologias midiáticas faz que o presente vire passado antes mesmo que toda a população se familiarize com o “novo/velho”. Isso é o que diz o texto “Comunicação de massa na era da informação”.
Relata que a mídia tradicional, representada pela televisão, foi soberana durante 40 anos. Ela chegou a ocupar, praticamente sozinha, o mercado de entretenimento e informação mundial. No entanto, a partir da década de 90 o quadro mudou totalmente. Chegou ao mercado uma leva de concorrentes que fez despencar a audiência da televisão. Essa era foi inaugurada pela TV a cabo. O impacto atingiu não apenas o consumo dos produtos de televisão, como também a leitura de jornais impressos; foi o que indicaram dados de uma pesquisa realizada nos Estados Unidos.
Mas, se as grandes empresas de comunicação viram a necessidade de se adaptarem às mudanças com urgência, para os profissionais da comunicação a chegada do novo significou uma abertura de mercado de trabalho e mais facilidade de trabalho devido o desenvolvimento da tecnologia na área. A segmentação da massa consumidora dos produtos da mídia é um exemplo da expansão do mercado, os profissionais começaram a se especializar em setores como esporte, economia, informática, entretenimento e vários campos de interesse de um determinado grupo de audiência.
Apesar de toda a novidade, é fato, que a experiência acumulada pelos meios tradicionais de comunicação de massa conta muito, por isso essa mídia não vai desaparecer do mercado; no entanto, percebe-se que a televisão está se adaptando ao cenário inovador que a tecnologia proporciona. As emissoras esforçam-se, por exemplo, para mudar o caráter central e unilateral da programação, incorporam interações por telefone, e-mail, cartas e outros mais, para tentar um retorno do público com relação à audiência. Isso sem falar que as empresas de televisão têm páginas na Internet, que funcionam como uma alternativa para manter o público que já é consumidor da programação da TV.
A velocidade das mudanças na era da informação leva muitos a se questionarem sobre o futuro na área, há incertezas, ansiedades, medo, expectativas e não existe um indicativo que tranqüilize no sentido de indicar o que, exatamente, essas novas tecnologias reservam para o futuro da humanidade. O certo é que já existem os analfabeto digitais, que estão ficando excluídos da sociedade pouco a pouco, à medida que as tecnologias são desenvolvidas e lançadas no mercado. Essa marginalidade não está reservada apenas para pessoas, como também para as empresas que não acompanharem a nova tendência tecnológica.
Pelo que o momento indica, o antigo consumidor-receptor da mídia, está sendo substituído pela figura do consumidor-emissor-receptor-produtor de sua própria programação, daí a necessidade de se aprender a lidar com as novas tecnologias. Pode-se avaliar que a novidade causa espanto, mas é positiva, no momento que coloca o “consumidor” como um ponto não só de recepção, como de emissão de informações.
O utilitarismo pode ser aplicado ao jornalismo?

O utilitarismo é uma corrente básica do estudo da ética pautada na máxima filosófica: “a maior felicidade para o maior número possível de pessoas”. Assim, se uma ação promove a felicidade do agente e de todos que são afetados por ela, esta ação é considerada moralmente correta. Sua origem está nas obras dos filósofos e economistas ingleses do século XVIII e XIX, Jeremy Bentham e John Stuart Mill.
Para Bentham, residia na dor e no prazer a causa das ações humanas e a base para um critério de normatização. Ele acreditava que o indivíduo iria sempre buscar maximizar seu prazer e minimizar seu sofrimento. O pensador denominou "ética particular" a arte de alguém governar seus próprios atos.
Segundo o utilitarismo, se tiver de escolher como agir entre uma ou outra situação, o agente deve calcular qual das atitudes trará melhores conseqüências. No jornalismo, essa “liberdade” que o utilitarismo coloca para o agente é bastante criticada. Afinal, quem é o jornalista para ter o poder dizer qual bem é maior que o outro? Ou melhor, qual conseqüência de sua atitude é melhor que outra?
Em sua obra de maior destaque, “Uma introdução aos princípios de moral e legislação”, em 1789, que seria uma espécie de princípio do código penal, Bentham diz que se um legislador determinar penas para atos mal intencionados ele mostraria ao homem que é mal para o próprio agente causar mal ao seu vizinho. Assim, o legislador buscaria maximizar a felicidade da comunidade através de uma identidade de interesses entre cada indivíduo e seus companheiros.
O jurista Fábio Konder Comparato, doutor pela Universidade de Paris, professor titular da Faculdade de Direito da USP e doutor honoris causa da Universidade de Coimbra, que atuou em cenários da política brasileira, exemplares para a discussão sobre a ética (advogado de acusação no impeachment do ex-presidente Fernando Collor, autor de ação contra a privatização da Companhia Vale do Rio Doce, e criador, ao lado da professora Maria Victoria Benevides, da Escola de Governo) faz colocações ilustrativas para se entender na prática como funciona a teoria utilitarista: Ele diz que o utilitarismo reduz a vida ética ao valor da utilidade, o que para ele é uma pobreza intelectual. Segundo ele a concepção utilitarista supõe que se possa definir uma utilidade maior ou menor dos atos ou omissões em função de resultados. O jurista questiona que os resultados em questão são apreciáveis sob que valor? E esclarece que a utilidade é um valor-meio e não um valor-fim.
Comparato exemplifica que foi em função dessa visão utilitarista da ética que os últimos governos norte-americanos procuraram destruir o sistema internacional de direitos humanos. Atitude observada inicialmente com a difusão do Consenso de Washington, que preconizava a supressão de todas as políticas públicas de caráter social, sob a justificativa de preservação da “governabilidade”.
Outro exemplo descrito pelo jurista refere-se à ação dos Estados Unidos após os atentados de 11 de setembro. Eles colocaram em prática um programa mundial de caça a supostos terroristas, lançando mão de ações incluindo seqüestro, tortura intensiva, confinamento em prisões, criação de tribunais militares de exceção, degeneração de direitos de defesa etc.
Levando em conta a frase sugerida no comando desta questão: “a ética utilitarista justifica os meios quando os fins são expressos por usufruto coletivo”. Então, isso é o mesmo que dizer que os Estados Unidos agiram corretamente para destruir os seus “inimigos” porque a finalidade era uma vingança para usufruto de todos os seus cidadãos.
Como sugere (BUCCI, 2002), os jornalistas precisam estar informados sobre as correntes filosóficas, porque os dilemas éticos estão se transformando e assumindo complexidades inéditas constantemente.