O consumidor como emissor e produtor de sua programação midiática
O futuro da comunicação de massa é incerto. A rapidez das mudanças com o desenvolvimento de novas tecnologias midiáticas faz que o presente vire passado antes mesmo que toda a população se familiarize com o “novo/velho”. Isso é o que diz o texto “Comunicação de massa na era da informação”.
Relata que a mídia tradicional, representada pela televisão, foi soberana durante 40 anos. Ela chegou a ocupar, praticamente sozinha, o mercado de entretenimento e informação mundial. No entanto, a partir da década de 90 o quadro mudou totalmente. Chegou ao mercado uma leva de concorrentes que fez despencar a audiência da televisão. Essa era foi inaugurada pela TV a cabo. O impacto atingiu não apenas o consumo dos produtos de televisão, como também a leitura de jornais impressos; foi o que indicaram dados de uma pesquisa realizada nos Estados Unidos.
Mas, se as grandes empresas de comunicação viram a necessidade de se adaptarem às mudanças com urgência, para os profissionais da comunicação a chegada do novo significou uma abertura de mercado de trabalho e mais facilidade de trabalho devido o desenvolvimento da tecnologia na área. A segmentação da massa consumidora dos produtos da mídia é um exemplo da expansão do mercado, os profissionais começaram a se especializar em setores como esporte, economia, informática, entretenimento e vários campos de interesse de um determinado grupo de audiência.
Apesar de toda a novidade, é fato, que a experiência acumulada pelos meios tradicionais de comunicação de massa conta muito, por isso essa mídia não vai desaparecer do mercado; no entanto, percebe-se que a televisão está se adaptando ao cenário inovador que a tecnologia proporciona. As emissoras esforçam-se, por exemplo, para mudar o caráter central e unilateral da programação, incorporam interações por telefone, e-mail, cartas e outros mais, para tentar um retorno do público com relação à audiência. Isso sem falar que as empresas de televisão têm páginas na Internet, que funcionam como uma alternativa para manter o público que já é consumidor da programação da TV.
A velocidade das mudanças na era da informação leva muitos a se questionarem sobre o futuro na área, há incertezas, ansiedades, medo, expectativas e não existe um indicativo que tranqüilize no sentido de indicar o que, exatamente, essas novas tecnologias reservam para o futuro da humanidade. O certo é que já existem os analfabeto digitais, que estão ficando excluídos da sociedade pouco a pouco, à medida que as tecnologias são desenvolvidas e lançadas no mercado. Essa marginalidade não está reservada apenas para pessoas, como também para as empresas que não acompanharem a nova tendência tecnológica.
Pelo que o momento indica, o antigo consumidor-receptor da mídia, está sendo substituído pela figura do consumidor-emissor-receptor-produtor de sua própria programação, daí a necessidade de se aprender a lidar com as novas tecnologias. Pode-se avaliar que a novidade causa espanto, mas é positiva, no momento que coloca o “consumidor” como um ponto não só de recepção, como de emissão de informações.
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